“A Coroa de Ptolomeu” já está disponível para compra no site da Intrínseca

Recentemente, a editora Intrínseca (editora dos livros de Percy Jackson e As Crônicas dos Kane no Brasil) lançou o ebook de “A Coroa de Ptolomeu”, um crossover que conta com Percy, Annabeth, Sadie e Carter Kane. Confira sinopse a seguir:

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Depois do encontro de Percy e Carter, em O filho de Sobek, e de Annabeth e Sadie, em O cajado de Serápis, enfim chegou a hora de os quatro se unirem em uma divertida aventura mágica em um novo conto que une as séries de mitologia greco-romana e egípcia de Rick Riordan.

Em A coroa de Ptolomeu, Percy e Annabeth abrem mão de pegar um cinema no sábado para resolver um assunto bem chato: deter o espalhafatoso e lendário mago Setne, que mais parece um cruzamento de Elvis Presley com Prince versão 1980. Munido com o Livro de Tot e unindo as magias grega e egípcia, Setne – cuja história é contada em A sombra da serpente e que é relembrado em O cajado de Serápis – está tentando unir as duas coroas, do Baixo Egito e do Alto Egito, para se tornar um deus imortal.

O lançamento exclusivo em e-book inclui o primeiro capítulo de A espada do verão, primeiro livro da nova série de Rick Riordan: Magnus Chase e os deuses de Asgard.

O ebook está disponível no site da editora por R$4,90 e você pode adquiri-lo aqui.

Fonte: Editora Intrínseca

 

Intrínseca anuncia lançamento simultâneo de “Magnus Chase” com os EUA

Respondendo à fãs no Twitter, a Intrínseca (editora dos livros de Percy Jackson e das Crônicas dos Kane no Brasil) confirmou que irá lançar “Magnus Chase” simultaneamente com os Estados Unidos.  Confira o tweet abaixo.

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O lançamento do primeiro livro da saga, “The Sworf of Summer”, está previsto para ser lançado no mês de outubro nos EUA.

Fonte: Twitter Editora Intrínseca

 

Rick Riordan agenda lançamento de novo e-book

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Rick Riordan está lançando um novo e-book em julho, onde você começa a escolher a própria aventura!

Já se perguntou como seria ter o papel de protagonista em uma história de Rick Riordan? Agora você vai descobrir, com o mais recente livro dele: Os Semideuses do Olimpo: Uma Aventura Interativa. O novo e-book tem quatro contos, que mudam de acordo com as suas escolhas.

A descrição do livro é a seguinte: “Use suas habilidades de semideus nessa história de aventura interativa e personalizável, escrita pelo New York Times #1 best-selling, Rick Riordan. Combinando os quatro contos, O Orientador Vocacional de Duas-Cabeças, A Livraria de Armas Mortais, Festa do Chá do Demônio Satyr e Meu Apocalipse Zumbi Pessoal, suas escolhas terão consequências nessa primeira aventura interativa de semideus.”

O novo livro será lançado dia 14 de julho. Também lançando nesse verão tem o livro Deuses Gregos. Deuses Gregos é um guia para os heróis encontrados nos mitos, contados na maneira engraçada e irreverente de Percy, (“Eu tive algumas experiências ruins na minha época, mas os heróis que eu vou te contar são os casos antigos de pura sorte. Eles corajosamente se ferraram aonde ninguém tinha se ferrado antes…”) e aprimorados com a arte vibrante de John Rocco. Essa coleção de contos se tornará um livro obrigatório para a legião de leitores do Riordan – e para qualquer um que precise de um herói.

Fonte: Hypable

O Trono de Fogo: Graphic Novel

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Foi anunciado hoje que o segundo livro da série “As Crônicas dos Kane”, O Trono de Fogo, vai ser adaptado para uma graphic novel. O lançamento está programado para 06/10/2015.
Nessa empolgante segunda parte da trilogia, Carter e Sadie, descendentes do brilhante egiptólogo Dr. Julius Kane, embarcam em uma busca mundial pelo Livro de Rá. Mas a Casa da Vida e os deuses do caos estão determinados a pará-los.
Esse passeio de emoção imparável é adaptado e trazido a vida por Orpheus Collar, responsável pelo desenvolvimento da primeira graphic novel das Crônicas dos Kane. Orpheus já trabalhou em títulos como O Ladrão de Raios, O Herói Perdido e muitos outros, que incluem O Incrível Homem-Aranha Ultimate X-Men. 

Outro Trecho de “The Sword of Summer”!

Foi liberado um trecho do segundo capítulo da nova série do Rick Riodan: Magnus Chase and the Gods of Asgard! O primeiro livro se chama “The Sword of Summer”, que conta a história de como o jovem Magnus Chase se vê dentro da mitologia nórdica.

O livro tem data de lançamento nos EUA para 6/10/2015.

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A equipe PJBR traduziu o trecho publicado que pertence ao capítulo chamado “The Man with the Metal Bra,” (Tradução: O Homem com Sutiã de Metal.) Vejam:

Dois

O HOMEM COM SUTIÃ DE METAL

 

A MANSÃO DA FAMÍLIA ERA UM LIXO. Ah, claro, você não acharia isso. Você veria uma casa gigantesca de seis andares com tijolos avermelhados e gárgulas nos cantos do teto, vitrais, degraus de entrada de mármore e todas as outras coisas chatas que dizem “uma pessoa rica mora aqui”. E você ainda se pergunta por que eu estou dormindo nas ruas.

Duas palavras: Tio Randolph.

Era a casa dele. Como filho mais velho, ele a herdou dos meus avós, que morreram antes de eu nascer. Eu nunca soube muito sobre a história da família, mas existia muita rixa entre essas três crianças: Randolph, Frederick e minha mãe. Depois do Cisma do Dia de Ação de Graça, nós nunca mais visitamos a antiga moradia. Nosso apartamento era, tipo, quase um quilômetro de distância, mas Randolph pode muito bem ter vivido em Marte.

Minha mãe só o mencionava se passássemos perto da casa. Daí ela apontava da mesma maneira que você aponta para um penhasco. Está vendo? Aí está. Evite.

Depois que eu comecei a morar nas ruas, eu saía para caminhar à noite. Eu espreitava pela janela e via uma exposição brilhante de espadas e machados arcaicos, elmos medonhos com máscaras faciais me encarando da parede e a silhueta de estátuas da janela do andar de cima como fantasmas petrificados.

Inúmeras vezes eu considerei entrar para bisbilhotar o local, mas nunca fui tentado a bater na porta. Por favor, Tio Randolph, eu sei que você odeia minha mãe e não nos vemos há dez anos; eu sei que você se importa mais com suas coleções antigas enferrujadas do que com a própria família, mas eu posso morar na sua casa maneira e comer os restos das crostas do pão?

Não, valeu. Prefiro estar na rua, comendo falafel do dia anterior na praça de alimentação.

Todavia… Eu percebi que seria simples de invadir, olhar o local e vê se eu poderia encontrar respostas sobre o que está acontecendo. Enquanto eu estivesse lá, talvez eu pudesse pegar algo para penhorar.

Desculpa se isso ofende seu senso moral de certo e errado.

Espera, desculpa nada.

Eu não roubo de qualquer um. Eu escolho idiotas irritantes que já tem demais. Se você está dirigindo uma nova BMW e estaciona em uma vaga prioritária, então, eu não teria nenhum problema em entrar no seu carro e pegar alguns trocados do suporte de copo. Se você está saindo do Barneys com seu pacote de lenços de seda, ocupado demais no telefone e empurrando todos para fora do seu caminho, eu estou lá, pronto para bater sua carteira. Se você pode gastar cinco mil dólares com lenços para assuar o nariz, então pode pagar meu jantar.

Eu sou juiz, júri e ladrão. E por mais que eu vá a vários idiotas irritantes, eu percebi que não conseguirei algo melhor do que com o Tio Randolph.

A casa era de frente a Commonwealth Avenue. Eu me dirigi de volta ao poeticamente chamado Public Alley 429. O estacionamento do Randolph estava vazio. As escadas levavam a entrada do porão. Se existe um sistema de segurança, eu não consigo enxergá-lo. A porta tinha apenas um ferrolho, sem ao menos uma fechadura. Fala sério, Randolph. Pelo menos dá um desafio.

Dois minutos depois eu tinha entrado.

Na cozinha, eu me servi de algumas fatias de peito de peru, bolachas e leite da embalagem. Sem falafel. Droga. Logo agora que eu estava com vontade de comer, mas pelo menos encontrei uma barra de chocolate e coloquei no bolso do casaco pra depois. (Chocolate não pode ser comido depressa; é preciso saboreá-lo.) Então eu subi as escadas até um mausoléu de móveis de mogno, tapetes orientais, pinturas à óleo, piso de mármore quadriculado e lustres de cristal… Isso foi constrangedor. Quem vive desse jeito?

Aos seis, eu não tinha noção das quão caras essas coisas eram, mas a minha impressão geral da mansão era a mesma: sombria, opressiva e horripilante. É tão difícil de imaginar minha mãe crescendo aqui. Pelo menos é fácil de entender por que ela gosta tanto do ar livre.

Nosso apartamento acima do conjunto Korean BBQ na Allston tinha sido acolhedor o suficiente, mas minha mãe nunca gostou de ficar dentro. Ela sempre disse que sua verdadeira casa era a Blue Hills. Nós costumávamos ir caminhar e acampar lá em todos os tipos de clima – ar fresco, nenhuma construção, com ninguém além de patos, gansos e esquilos por perto.

Comparado a isso, essa mansão parecia uma prisão. Enquanto eu estava sozinho no saguão, minha pele se arrepiou com escaravelhos invisíveis.

Eu subi até o segundo andar. A livraria cheirava a óleo de polimento e couro, do mesmo jeito que eu recordava. Ao lado de uma parede, havia uma caixa iluminada de vidro cheia de capacetes Vikings enferrujados e lâminas de machado corroídas do Randolph. Minha mãe uma vez me disse que Randolph lecionava História em Harvard, logo antes de alguma desgraça fazê-lo ser despedido. Ela não entrava em detalhes, mas o cara era claramente um maluco por artefatos.

Minha mãe uma vez disse: Você é mais inteligente que seus tios, Magnus.

Isso tinha sido na época que ela ainda estava viva, eu frequentava a escola e tinha um futuro que não envolvia procurar minha próxima refeição.

Em um canto do escritório do Randolph, tinha uma placa de pedra, parecida com uma lápide, cinzelada e pintada com elaborados desenhos de redemoinhos. No centro, tinha o desenho grosseiro de uma besta rosnando – talvez um leão ou lobo.

Eu estremeci. Não vamos pensar em lobos.

Você pode conferir o texto em inglês clicando aqui.

Fonte

Capa de The Sword of Summer

Foi divulgada a capa do primeiro livo da série “Magnus Chase e os Deuses de Asgard”.

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Foi divulgado também mais um trecho do livro. Então fiquem ligadinhos que daqui a pouco tem tradução!

Fonte: USA TODAY.

 

[BLOG] Algumas sugestões de leitura para o verão

O Tio Rick publicou em seu Blog há alguns dias atrás algumas sugestões de leitura para adolescentes que gostam de mistério e aventura. Confira abaixo, talvez vocês gostem.

Eu tenho lido bastante nos últimos meses – como de costume, uma seleção de livros infantis e adultos, ficções e não ficções. Se você está procurando por algumas sugestões de leitura para crianças nesse verão, aqui estão algumas bacanas com que me deparei.

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O Desafio de Ferro, de Cassandra Clare e Holly Black.

Callum Hunt não quer ser um mago. Por toda sua vida, seu pai lhe alertou sobre os perigos da magia e os sinistros métodos que os magos utilizam para ensinar aprendizes a usar seus poderes no submundo do Magistério. Quando Callum atinge a idade e vai fazer o exame de admissão para o Magistério, ele tenta arduamente falhar. Mas ele falha em falhar. Ele é designado a ser treinado por Master Rufus, o mago mais prestigioso no Magistério. Call (Callum) é arrancado de sua vida normal na Califórnia, separado de seu pai e mergulhado em um mundo subterrâneo que seu pai lhe dissera que seria pior que a morte.

O Desafio de Ferro é bastante divertido. Sim, os paralelos com Harry Potter são óbvios, mas a meu ver, esse é o propósito. Clare e Black pega esses padrões e expectativas e deliberadamente viram de cabeça para baixo. Call não quer ser o mago. Ele quer falhar com a magia. Sua experiência não é como Hogwarts. É alternadamente entediante e assustador (os elementais são criações fantásticas), e Call não consegue ter certeza de em quem confiar – até mesmo com relação a seus pais. As palavras finais de sua mãe foram: Mate a criança, aparentemente se referindo ao filho. E seu pai… tem protegido Call todos esses anos ou mentido para ele? Master Rufus é um amigo ou inimigo? Será Call sequer capaz de abandonar sua nova casa?

Eu gosto bastante de Call. Sua perna foi gravemente quebrada quando ele era bebê, e o problema de andar acompanha seu personagem. É bastante comovente quando ele pergunta se pode voar como um mago, para que assim ela possa se locomover melhor. Ele é desconfiando, mas compreensivo; talentoso e profundamente imperfeito. Eu também gostei do elenco de suporte ao personagem. Seus companheiros aprendizes, especialmente Tamara. O sistema mágico é engenhoso e coerente. A construção de mundo é fantástica. O Desafio de Ferro estabelece o cenário para o resto da série, que promete ser maravilhoso – e depois dessa gigantesca reviravolta no final (sem spoilers, mas gente…), como pode você não querer continuar?

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A Manopla de Cobre, de Cassandra Clare e Holly Black.

Beleza, isso é trapaça, já que o livro não lança até dia primeiro de setembro, mas eu fui sortudo o bastante para conseguir um exemplar antecipadamente, e eu posso assegurar a vocês que essa sequência é ainda mais forte que O Desafio de Ferro. É difícil de resenhar sem dar spoilers do primeiro livro, mas digamos que o Callum Hunt tem muito no que pensar a respeito. Algumas coisas que ele descobriu sobre si mesmo, sua família e o Magistério tem lhe deixado com a pulga atrás da orelha. Até o companheirismo do seu novo pet, Havoc (um personagem fabuloso), um lobo, não pode lhe consolar enquanto se prepara para o segundo ano no Magistério. O relacionamento de Call com seu pai é no mínimo tenso. Seus amigos no Magistério parecem aceitá-lo, mas eles realmente o farão? Call teme que seja um perigo para ele mesmo e qualquer um que se aproximar. Uma vez de volta ao Magistério, Call e seus amigos se deparam com um novo dilema – o roubo de uma manopla de cobre chamada Alkhahest, que, em mãos erradas, pode destruir o poder do Magistério. A Manopla de Cobre é cheia de reviravoltas, capaz de maravilhar e de surpreender. Call chega próximo de conhecer a verdade sobre si mesmo, e faz inimigos poderosos pelo caminho. Se você gostou de O Desafio de Ferro, você vai amar A Manopla de Cobra. Mal posso esperar para ler mais dessa série.

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Masterminds, de Gordon Korman.

Como de costume, Gordon Korman entrega uma acelerada e bem construída aventura cheia de criativas reviravoltas e surpresas. Eli mora em Serenity, Novo México, que é tão perfeito que parece bom demais para ser verdade. Todo mundo tem uma casa legal. As escolas são demais. Não há crime e desemprego. Eli nunca saiu da cidade, mas um dia ele descobre algo que abala seu mundo. Serenity não é o que parece. Ele e seus amigos não podem confiar em ninguém – nem em seus vizinhos, muito menos em seus pais. Esse mundinho perfeito esconde um segredo sombrio associado a um dos mais abomináveis gênios do crime do mundo. Convencido? Pois deveria! Essa é a leitura perfeita para os amantes de mistério e aventura.

Fonte

Trecho de “The Sword of Summer”!

A Disney acaba de lançar um trecho do primeiro capítulo da nova série do Rick Riodan: Magnus Chase and the Gods of Asgard! O primeiro livro se chama “The Sword of Summer”, que conta a história de como o jovem Magnus Chase se vê dentro da mitologia nórdica.

O livro tem data de lançamento nos EUA para 6/10/2015.

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A equipe PJBR traduziu o trecho publicado que pertence ao capítulo chamado “Good Morning! You’re Going to Die.” (Tradução: Bom Dia! Você vai morrer.) Vejam:

Um

BOM DIA! VOCÊ VAI MORRER.

 

É, EU SEI. Vocês vão ler sobre como eu morri em agonia, e vão estar tipo, “Uau! Isso parece legal, Magnus! Eu posso morrer em agonia também?”.

Não, apenas não.

Não saia pulando de nenhum telhado. Não saia correndo por uma autoestrada ou coloque fogo em si mesmo. Não funciona desse jeito. Você não vai acabar aonde eu acabei.

Além do mais, você não iria querer lidar com a minha situação. A não ser que tenha alguma vontade maluca de ver guerreiros mortos se fazendo em pedaços, espadas voando para cima de narizes gigantes e elfos sombrios com roupas irritantes, você não deveria sequer pensar em encontrar os portões com cabeça de lobo.

Meu nome é Magnus Chase. Eu tenho dezesseis anos. Essa é a história de como minha vida foi a ladeira abaixo depois de eu ter me matado.

Meu dia começou tranquilo até demais. Eu estava dormindo na calçada debaixo da ponte no Public Garden quando um cara me acordou com um chute e disse, “Eles estão atrás de você”.

A propósito, eu sou um sem-teto há dois anos.

Alguns de vocês talvez pensem, Ah, que triste. Outros talvez pensem Ha, ha, otário! Mas se alguns de vocês já me viram na rua, há noventa e nove por cento de chance de terem passado por mim como se eu fosse invisível. Talvez tivessem pensado, Tomara que ele não venha me pedir dinheiro. Teriam imaginado se sou mais velho do que aparento, porque certamente um adolescente não estaria envolvido em um fedido saco de dormir, preso no meio do inverno de Boston. Alguém deveria ajudar aquele pobre garoto!

E então continuariam andando.

Que seja. Eu não preciso da sua compaixão. Estou acostumado a ser ridicularizado. Eu definitivamente estou acostumado a ser ignorado. Vamos seguir em frente.

O ordinário que me acordou foi um cara chamado Blitz. Como sempre, ele olhou para mim como se tivesse passado por um tornado de sujeira. Seu cabelo negro estava cheio de pedaços de papel e galhos. Sua barba ondulava para todas as direções. Havia neve encrostada na parte anterior da sua capa de chuva, que encostava nos seus pés – Blitz tinha um pouco mais de um metro e meio – e seus olhos estavam tão dilatados que suas íris eram pupilas. A sua incessável expressão de alarmado fazia parecer que ele poderia começar a gritar a qualquer segundo.

Eu pisquei até a lama sair dos meus olhos. Minha boca fedia a hambúrguer estragado. Meu saco de dormir estava quente, e eu realmente não queria sair dele.

“Quem está atrás de mim?”

“Não tenho certeza.” Blitz esfregou o nariz, que já tinha sido quebrado tantas vezes que se assemelhava ao ziguezague de um raio. “Eles estão distribuindo panfletos com seu nome e foto.”

Eu xinguei. Com guardas de parque e policiais eu poderia lidar. Monitores, voluntários de serviço comunitário, estudantes de faculdade bêbados, viciados fazendo rolar alguém pequeno e fraco – acordar com todos esses seria tão maravilhoso quanto panquecas com suco de laranja.

Mas quando alguém sabia meu nome e rosto – isso era ruim. Isso significava que estavam focando especificamente em mim. Talvez os caras do abrigo estivessem chateados comigo por ter quebrado o som deles. (Aquelas canções de natal estavam me deixando maluco.) Talvez uma câmera de segurança tenha pegado um pedaço da batida de carteira que fiz no Theater District. (Ei, eu precisava de dinheiro pra pizza.) Ou talvez, tão improvável quanto parece, a polícia ainda estaria procurando por mim, querendo fazer perguntas sobre o assassinato da minha mãe…

Eu empacotei minhas coisas, o que levou três segundos. O saco de dormir ficou bem enrolado e coube na minha mochila, junto com minha escova de dente, meias e roupas de baixo. Exceto pelas roupas nas minhas costas, era tudo o que eu tinha. Com a mochila no ombro e o capuz do casaco, eu pude me misturar muito bem pelos pedestres. Boston era cheia de alunos da faculdade. Alguns deles pareciam serem mais jovens e magricelas do que eu.

Eu me dirigi ao Blitz. “Onde você viu essas pessoas com folhetos?”

“Beacon Street. Eles estão vindo nessa direção. Um cara de meia-idade branco e uma adolescente, provavelmente sua filha.”

Eu franzi o cenho. “Isso não faz sentido. Quem–”

“Eu não sei, garoto, mas preciso ir.” Blitz semicerrou o pôr-do-sol, que deixou as janelas dos arranha-céus laranja. Por razões que eu nunca entendi, Blitz odiava a luz do dia. Talvez ele seja o menor sem-teto vampiro robusto no mundo. “Você deveria ir ver o Hearth. Ele está no Copley Square.”

Eu tentei não me sentir irritado. As pessoas da rua faziam piada dizendo que Hearth e Blitz eram meus pais, porque sempre um deles parecia estar pairando sobre ao meu redor.

“Eu agradeço,” eu disse. “Vou ficar bem.”

Blitz mordeu a unha do polegar. “Sei lá, garoto. Hoje não. Você precisa estar extremamente cauteloso.”

“Por quê?”

Ele olhou por cima do meu ombro. “Eles tão vindo.”

Eu não vi ninguém. Quando me virei, Blitz tinha sumido.

Eu odiei quando ele fez isso. Simplesmente – poof. O cara era como um ninja. Um ninja sem-teto vampiro.

Agora eu tinha uma opção: ir para o Copley Square e me encontrar com Hearth ou virar a esquina da Beacon Street e tentar identificar as pessoas que estavam atrás de mim.

A descrição que Blitz fez deles me deixou curioso. Um homem branco de meia-idade e uma adolescente procurando por mim no amanhecer em uma manhã gelada. Por quê? Quem eram eles?

Arrastei-me ao longo da beira da lagoa. Quase ninguém seguia a trilha debaixo da ponte. Eu poderia me esconder e observar qualquer aproximação na trilha de cima sem que me vissem.

A neve cobriu o chão. O céu estava um azul de doer os olhos. Os galhos nus das árvores pareciam que haviam sido mergulhados em vidro. O vento me cortava pelas camadas de roupas, mas eu não me importei com o frio. Minha mãe costumava fazer piadas de que eu era um urso polar.

Droga, Magnus! Repreendi a mim mesmo.

Depois de dois anos, minhas memórias sobre ela ainda eram um campo minado. Tropecei em uma e instantaneamente minha compostura foi reduzida a pedaços.

Tentei me focar. O homem e a garota estavam vindo por aquele caminho. O cabelo arenoso do homem cresceu até seu colarinho – não como um estilo intencional, mas como se ele não se incomodasse em cortá-lo. Seu rosto perplexo me lembrou a de um professor substituto. Sei que eu fui atingindo por um bolo de cuspe, mas não tenho ideia de onde veio. Seus sapatos estavam totalmente em desacordo com o clima invernal de Boston. Suas meias eram de tons diferentes de marrom. Sua gravata parecia que fora amarrada enquanto ele girava no escuro total.

A garota era definitivamente filha dele. Seu cabelo era cheio e ondulado, embora de um loiro luminoso. Ela estava vestida de forma mais sensata em botas de neve, jeans e uma jaqueta, com uma camiseta laranja a mostra na região do decote. Sua expressão era mais determinada, raivosa. Ela agarrou um maço de folhetos como se eles fossem dissertações em que ela foi avaliada injustamente.

Se ela estava procurando por mim, não queria ser encontrado. Ela era assustadora.

Não a reconheci ou o pai dela, mas alguma coisa fisgou na parte de trás do meu cérebro… Como um imã tentando atrair uma memória muito antiga.

Pai e filha pararam onde o caminho bifurcava. Olharam ao redor como se apenas agora percebessem que estavam parados no meio de um parque deserto em uma hora desagradável na calada do inverno.

- Inacreditável. – disse a garota. – Eu quero estrangular ele.

Supondo que ela falava de mim, me agachei um pouco mais.

Seu pai suspirou.

- Nós provavelmente devíamos evitar matá-lo. Ele é seu tio.

- Mas dois anos?! – a menina perguntou. – Pai, como ele pode não nos contar por dois anos?!

- Não posso explicar as ações de Randolph. Nunca pude, Annabeth.

Eu inspirei fundo, estava com medo de que me ouvissem. Uma cicatriz fora aberta em meu cérebro, expondo memórias cruas de quando eu tinha seis anos.

Annabeth. O que dizia que o cara de cabelos cor de areia era… Tio Frederick?

Lembrei-me do último dia de ação de graças que estávamos juntos: Annabeth e eu nos escondendo na biblioteca da casa do tio Randolph na cidade, jogando dominó enquanto os adultos gritavam uns com os outros lá embaixo.

Você tem sorte de viver com sua mãe. Annabeth empilhou outro dominó em seu edifício de miniatura. Era fantástico, com colunas na frente, como um templo. Eu vou fugir.

Não tinha dúvidas que ela queria dizer isso mesmo. Eu admirava seu segredo.

Então tio Frederick apareceu na porta. Seus punhos estavam cerrados. Sua expressão sombria estava em desacordo com a rena sorridente no seu suéter. Annabeth, estamos saindo.

Annabeth olhou para mim. Seus olhos cinza estavam um pouco ferozes para uma aluna da primeira série. Fique bem, Magnus.

Com um movimento de dedos, ela derrubou o seu templo de dominó.

Essa foi a última vez que eu a vira.

Desde então, minha mãe tinha sido inflexível. Ficaremos longe dos seus tios. Principalmente Randolph. Não darei o que ele quer. Nunca.

Ela não explicaria o que Randolph queria, ou o que Frederick e Randolph falaram.

Você tem que acreditar em mim, Magnus. Ficar com eles por perto… É perigoso demais.

Eu confiei em minha mãe. Mesmo após a sua morte, eu não tive contato algum com meus parentes.

Agora, de repente, eles estão me procurando.

Randolph vivia na cidade, mas até onde sei Frederick e Annabeth ainda viviam na Virgínia. No entanto, eles estavam aqui, distribuindo panfletos com meu nome e foto. Onde eles conseguiram uma foto minha?!

Minha cabeça zumbia tanto que perdi uma parte da conversa deles.

-… Encontrar Magnus. – Tio Frederick estava dizendo. Ele checou seu smartphone. – Randolph está no abrigo da cidade na South End. Ele disse que não teve sorte. Devíamos tentar o abrigo de jovens em frente ao parque

- Como eles sabem que Magnus está vivo, ao menos? – Annabeth perguntou infeliz. – Perdido por dois anos? Ele poderia muito bem estar congelado numa vala em algum lugar.

Parte de mim queria sair do meu esconderijo e gritar “TA-DÃ!”.

Ainda assim, mesmo havendo dez anos que vi Annabeth, eu não gostava de vê-la aflita. Mas depois de tanto tempo nas ruas, aprendi da maneira mais difícil: nunca se meta em uma situação enquanto não entender o que está acontecendo.

- Randolph tem razão – disse o Tio Frederick. – Magnus está vivo. Ele está em algum lugar de Boston. Se a vida dele está seriamente em apuros…

Eles partiram em direção a Charles Street, suas vozes carregadas pelo vento.

Eu estava arrepiado, mas não era do frio. Quis correr atrás de Frederick, enfrentar ele e perguntar o que estava acontecendo. Como Randolph sabia que eu ainda estava na cidade? Por que eles estavam procurando por mim? Como minha vida estava em perigo agora mais do que qualquer dia?

Mas não os segui.

Lembrei a última coisa que minha mãe me disse. Estava relutante em usar a escada de incêndio, relutante em deixá-la, mas ela segurou meus braços e me fez olhar em seus olhos. Magnus, corra! Esconda-se. Não acredite em ninguém. Vou te encontrar. Não importa o que você faça, não vá atrás de Randolph por ajuda.

Então, antes de eu sair pela janela, a porta do apartamento estourara em lascas. Dois pares de olhos azuis brilhantes emergiram da escuridão.

Abandonei a memória e observei tio Frederick e Annabeth irem embora, tornando-se parte da população.

Tio Randolph… Por alguma razão, ele entrou em contato com Frederick e Annabeth. Ele os levara para Boston. Todo esse tempo, Frederick e Annabeth não sabiam que minha mãe estava morta e eu, desaparecido. Parecia impossível, mas se fosse verdade, por que Randolph contaria para eles só agora?

Sem confrontar ele diretamente, eu só poderia pensar em um único jeito de conseguir respostas. A casa dele era na Back Bay, uma caminhada tranquila a partir daqui. Ele estava em algum lugar em South End, procurando por mim.

Uma vez que nada começaria um dia melhor do que uma pequena invasão, decidi fazer uma visitinha a ele.

Você pode conferir o texto em inglês clicando aqui.

Fonte: Disney Publishing Worldwide

 

[Tumblr] “Esqueci de mencionar”

Ontem, 13 de maio, Rick postou em seu tumblr uma nota sobre A Espada do Verão, seu primeiro livro da série de mitologia nórdica. Confira!

“Esqueci de mencionar: a edição e-book de A Coroa de Ptolomeu, disponível agora, inclui parte do primeiro capítulo de Magnus Chase: A Espada do Verão. (No qual você pode encontrar um rosto familiar…). A Espada do Verão será publicada em outubro de 2015.”

O segundo crossover de Percy Jackson e Crônicas dos Kane já está disponível (O Cajado de Serápis) e não há previsão de lançamento do terceiro no Brasil.

Fonte: Tumblr Rick Riordan

[BLOG] Edição de aniversário de 10 anos de “O Ladrão de Raios”

Faz dez anos que o livro O Ladrão de Raios foi publicado pela primeira vez! O Rick postou em seu blog sobre uma edição comemorativa.

Eu não posso acreditar que faz dez anos desde a primeira publicação de “O Ladrão de Raios”. Em comemoração, Barnes & Noble está oferecendo uma edição especial de capa dura exclusiva do livro. Eu já tenho a minha cópia, e aqui está um pequeno passeio por dentro dele:

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A capa apresenta obras de arte novas da série de John Rocco e uma barra de título em prata. Artemis aprova esta escolha da cor.

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A contra capa do livro, frente e verso, apresentam todas as diferentes artes de capa internacional para O Ladrão de Raios, incluindo alguns que eu nunca tinha visto antes!

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Você ganha dois mapas no interior – um do Acampamento Meio-Sangue, um do Submundo.

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O livro está repleto de palavras! Palavras muito legais! Além disso, no final tem um bando de exclusivos “por trás das cenas” e boatos dos meus arquivos pessoais, incluindo o meu esboço original para o livro e uma carta de apresentação que eu usei quando eu enviei o manuscrito aos agentes para publicação. (Usando um pseudônimo.)

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John Rocco diz como ele ilustrou a capa de “O Ladrão de Raios”, que é uma história fascinante em si! Você vai começar a ver uma versão inicial preto e branco da arte da capa (na página seguinte) que eu mesmo nunca tinha visto antes!

Tudo isto e muito mais no 10º aniversário de “O Ladrão de Raios”, disponíveis apenas a partir da Barnes & Noble. E obrigado aos meus leitores por esses dez anos maravilhosos compartilhando histórias com vocês. Tem sido uma explosão, e eu não estou pronto ainda!

Percy Jackson’s Greek Heroes chega dia 18 de agosto,  Magnus Chase and the Gods of Asgard Book One: The Sword of Summer chega em outubro!

Fonte: Myth and Mystery