Promo “Dia das Crianças no Acampamento Meio Sangue” | Percy Jackson BR

Promo “Dia das Crianças no Acampamento Meio Sangue”

Nanda | segunda-feira, 19.10.09, às 20:00

Recebemos histórias maravilhosas! Muitas pessoas escreveram INCRIVELMENTE em 2000 palavras!!!

Como sempre, é muito difícil definir um resultado de uma promoção…

No entanto, eis o veredicto: Gilson Soares Rolim Filho, FELIZ DIA DAS CRIANÇAS (atrasado, mas ainda assim de todo o coração)

A equipe percyjacksonbr.com entrará em contato com você para pegar seus dados e enviar a CAMISA DO ACAMPAMENTO MEIO-SANGUE e um QUEBRA-CABEÇA exclusivo!!!

Para os curiosos de plantão, aqui está a história de Gilson sobre seu dia das crianças no Acampamento:

Acordei com passos lentos no meu quarto.

- Olá. – falou o garoto.

Olhei para a janela e o sol ainda não havia nascido, embora o céu já
estivesse um pouco claro.

- Sou Arthur. – disse ele. Eu o encarei, enquanto procurava entender porque
um garoto chamado Arthur simplesmente aparecera em meu quarto. – Gilson, eu
vim lhe buscar. Preciso lhe levar á um lugar. De preferência – disse,
olhando para o céu – antes que o papai apareça.

- O quê?

- Droga, porque eles não podem simplesmente ir e deixar as dúvidas pra
depois? – resmungou pra si mesmo.

- Ok. Arthur, eu me chamo Gilson. Mas acho que isso você já sabe. Só queria
entender o que faz aqui e quem é você.

- Vou ser prático: o que vê? – disse, mostrando um objeto.

- Um arco. De arqueiro. – respondi e ele sorriu; Depois posicionou uma
flecha de bronze na corda e apontou para o chão. Não. Para o meu gato, Lino.

- O que está pensando? – disse eu, e então ele soltou a corda com um “Zap!”.
Prendi a respiração, apavorado, mas não havia sangue. Nem gato morto. A
flecha passara por ele com se ele fosse feito de água, fazendo-o correr,
assustado. – Como você…?

- Bronze celestial. É do que é feita essa flecha. Ela não pode feri-los.

- Feri-los? Quer dizer, não ferem gatos?

- Não gatos. Elas não ferem mortais. – disse ele.

Então saltei da cama, com a testa franzida. Ele dissera “mortais” como se
não fosse um. Como se houvesse coisas que podiam ser feridas por aquelas
flechas. Mal pude me recuperar do choque quando ouvi um rosnado do meu
cachorro, Duque, seguido por um uivo de pavor. Pensei em ir até a janela
para ver o que tinha acontecido, mas não foi necessário. O que o assustara
estava agora a minha porta: um grande cavalo cinza dom duas asas nas costas.

- Uou! Não, não, não! O que é essa coisa!?

O cavalo bufou e abriu as asas o máximo que pôde.

- Calma Cinzento! Droga, o papai está vindo – falou, olhando pela janela. -
Vamos Gilson, não quer que os vizinhos vejam o Pégaso, quer?

- Pégaso – murmurei. Dei um suspiro. – Tudo bem, vamos para… Seja lá onde
*isso* for… – não sei por que concordei, mas logo estávamos na rua, e ele
me ajudava a subir no cavalo que parecia não gostar de mim. Voamos por um
longo tempo – e eu permaneci com os punhos enrolados na crina do Cinzento.
Durante o caminho ele fez questão de me explicar tudo. Semideuses.
Olimpianos. Monstros. Acampamento. Quíron. Dionísio. Tudo. Em outra
situação, eu não teria acreditado. Mas agora, eu voava em um Pégaso.

- Chegamos! – gritou ele, fitando uma colina com uma árvore no topo; quando
descemos, não fiz questão de passar perto do dragão que guardava um grande
tecido de lã dourada. Passamos pela árvore e entramos em um grande
acampamento de férias que eu recebi com um “Uau!”. Já eu fui recebido com
incontáveis “feliz dia das crianças!”…

O lugar estava repleto de garotos e garotas (alguns da minha idade, outros
mais velhos) correndo, rindo e bebendo refrigerantes. Havia balões laranja
que combinavam com a camisa que a maioria usava e havia uma grande mesa
repleta de comida e bebida. Do lado da mesa, um homem esparramado em uma
cadeira, que usava uma camisa com estampa de tigre e uma bermuda azul, bebia
refrigerante (em uma taça de vinho!). Sorri para ele, mas não consegui
encará-lo por muito tempo, não sei por quê.

Conheci algumas pessoas tão legais que não posso deixar de comentar: os
irmãos Stoll, do chalé de Hermes (o meu relógio desaparecido surgiu no bolso
de Travis, mas preferi desconsiderar isso). Paula do chalé de Apolo e
Annabeth do chalé de Atena (Annabeth, talvez tenha sido a pessoa de que mais
gostei de conhecer. Os seus conhecimentos sobre arquitetura eram fascinantes
e nem me incomodei de escutar os seus projetos por quase uma hora inteira.).
Além dos garotos de Hefesto; também de Percy Jackson, filho único de
Poseidon. Os sátiros tocaram músicas diferentes, que me fizeram sentir
raiva, alegria, tristeza e euforia. Tudo ao mesmo tempo.

Por fim, quando o sol havia se posto, me encontrei novamente com Arthur, que
me apresentou Quíron formalmente. Agora ele não estava mais em uma cadeira
de rodas como no início da festa. Abaixo da sua cintura, tinha agora um
corpo enorme de cavalo. Ele tocou uma concha, reunindo todos os campistas e
falou em voz alta:

- Meio-sangues, vocês já devem conhecer nosso mais novo campista, Gilson! –
disse, e quase todos sorriram. De certa forma, gostei da recepção que tive,
mas senti incerteza e angústia. Uma incerteza sobre o motivo que me trouxera
ali… Uma angústia sobre o modo como ele dissera “novo campista”.

– Agora que é noite – continuou -, poderemos dar início ao Capture a
Bandeira! – todos festejaram e aplaudiram, rindo.

Eu só percebi de verdade como se jogava isso quando colocaram sobre mim uma
gigantesca e pesada armadura e me entregaram espada e escudo. Fiquei no
“time vermelho”, liderado pelo chalé de Ares; por um instante, não gostei de
ter que lutar contra a maioria dos amigos que eu fizera, mas no fim das
contas percebi que seria imaturidade minha comentar isso.

O jogo começou com um toque na trombeta-conha de Quíron. Eu ficara no
ataque. Clarisse me disse que seria uma ótima posição de jogo, com um
sorriso que só mais tarde percebi ser sarcástico e cruel. Alguns minutos se
passaram e o som de metal contra metal se espalhou pelos bosques. Notei
alguns seres se esconderem atrás das árvores (e algumas meninas se
transformarem em árvores!) enquanto me esquivava dos ataques rápidos dos
inimigos e via eles se esquivarem facilmente dos meus ataques desajeitados.

- Você até que leva jeito pra coisa, garoto. – disse-me um filho de Hefesto
enquanto tentava me derrubar com seu escudo. As armas provavelmente haviam
sido criadas por ele e seus irmãos. Eu sequer havia segurado uma espada em
toda a minha vida.

Não posso dizer que fui mal, afinal. Consegui um corte no ombro esquerdo,
onde não havia proteção e a minha mão direita estava cheio de calos por
segurar com força a espada. Mas sobrevivi até ouvir os gritos de euforia do
outro lado do bosque. Clarisse tirou o elmo e olhou para mim com a testa
franzida. Ela segurava a bandeira do time azul, que deveria ser levado ao
nosso lado.

Quando saímos da floresta, pude ouvir o rosnado de ódio de Clarisse. O time
azul erguia uma bandeira vermelho-sangue com um javali pintado. Nós perdemos
o jogo.

Seguimos a pequena multidão com elmos de penachos azuis nas mãos enquanto
festejavam. Quíron interrompeu educadamente:

- Bom, acho que podemos declarar oficialmente o time azul vencedor do
Capture a Bandeira do Dia das Crianças! Parabéns a todo o grupo e
principalmente ao chalé de Atena que conseguiu a bandeira mesmo com uma
defesa muito forte do chalé de Ares. O ataque do grupo vermelho essa noite
foi muito ágil e inteligente, mas não foi dessa vez – senti que Quíron disse
a última frase por mera formalidade. – E, Gilson, parabéns, se saiu muito
bem para o primeiro dia.

- Mas perdeu! É um perdedor! – gritou Clarisse, jogando a lança no chão e
deu as costas, indo em direção ao seu chalé.

- Não, Clarisse. Ele apenas estava no time errado. – disse Annabeth,
fazendo-a parar e virar-se para mim. Não só ela, mas todos. Por alguns
instantes, procurei algum sentido naquilo tudo. No motivo da frase de
Annabeth, e no motivo de todos me encararem boquiabertos. E então senti a
mesma angústia que senti mais cedo, quando Quíron me tratou como campista…
Como um meio-sangue… Hesitei em olhar pra cima, sem saber o motivo, mas
acabei cedendo. Sobre a minha cabeça havia um símbolo dourado reluzindo: uma
coruja. Não era um pássaro de verdade… Era uma coruja de asas abertas,
estática como a imagem entalhada no chalé de Annabeth. Mas girava sobre a
minha cabeça, com fragmentos de luz amarela se desprendendo e voando para
longe. Algumas partículas de luz desciam sobre mim, me envolvendo.

Eu não fazia idéia do que aquilo queria dizer, mas não achei que devesse
perguntar. Annabeth, que permanecia séria, deu um sorriso quase tão radiante
quanto o holograma sobre mim, enquanto todos, inclusive ela, se ajoelhavam
ao meu redor. Percy Jackson me olhava com um sorriso torto e a testa
franzida, com os olhos afundados em lembranças. Eu tive certeza de que ele
já passara por aquilo.

- Salve, Palas Atena. Salve, Gilson Soares, filho da deusa da sabedoria.

Eu não sabia se devia dizer algo. Eu não sabia se o Gilson do qual ele
falara era eu. Eu não sabia o que ele queria dizer com *“filho da deusa da
sabedoria”*. Por um curto instante eu não sabia de nada.

Mas logo uma onda enorme de informações surgiu em minha cabeça. Eu havia
sido levado á um lugar desconhecido e descoberto todo aquele mundo que eu
não me preocupei em entender, como se eu nem acreditasse que fosse real.
Durante aquele longo “12 de outubro”, eu fui tratado como se fosse um deles
e nem me perguntei por que faziam aquilo. Não. Não.

Eu não havia sido tratado como *se fosse* um deles. Eu era um deles. E
aquele sinal que eu recebera (e que agora estava desaparecendo) era prova
disso. Agora eu podia entender. Não sei se acreditei em tudo o que minha
mente processou naquele curto instante em que o holograma desaparecia e
todos ficavam de pé. Mas entendi. Annabeth, minha nova meia-irmã se lançou
em um forte abraço comigo e logo os meus outros irmãos se uniram a nós em um
enorme abraço coletivo que pareceu, talvez, clichê.

Resolvi não tentar entender mais do que eu podia por conta própria e me
juntei á eles no anfiteatro. Quíron nos disse que receberíamos uma visita
ilustre direto do Olimpo naquela noite. Annabeth não parava de sorrir pra
mim e parecia realmente estar alegre em me ter na família. Percy Jackson
veio conversar comigo e falou um pouco sobre quando *aquilo* aconteceu com
ele. Admito que eu me senti muito melhor depois da nossa conversa. Ele se
acostumara com aquilo. Ele podia entender tudo. E eu conseguiria também.

Logo vi uma estrela ofuscando no oeste – que parecia estar se aproximando.
Quíron pediu que virássemos o rosto e obedecemos. Alguns segundos depois, um
calor forte e reconfortante se espalhou pelo local, junto com a luz.

- Papai! – murmuraram Paula e Arthur ao mesmo tempo.

E então a luz cessou. O calor ainda estava lá. Mas não havia estrela alguma.
Apenas um Maserati Spyder vermelho. E um homem. Um jovem de 19 anos, no
máximo, usando jeans e uma camisa regata. Tirou os óculos escuros (que usava
mesmo de noite) e sorriu, os dentes incrivelmente brancos.

- Tio Apolo? – gritou uma filha de Ártemis.

- Pai! – disse Arthur.

Apolo terminou a noite conosco. Comemos mais um pouco (eu já não agüentava
mais comer) e os filhos do convidado cantaram em volta da fogueira. Descobri
que Apolo era o deus da música. Descobri que era o deus do arco e pai de
Arthur. E descobri também que precisava ler um pouco dos livros de Homero.

Sabe, aquele foi, talvez, o melhor dia de toda a minha vida. Não quero
parecer piegas nem nada, mas conheci pessoas fantásticas e descobri algo
sobre mim que mudou completamente o meu destino. Se eu ganhei algum
presente? A verdade sobre a minha existência e sobre a existência do
fantástico mundo grego ao meu redor foi o melhor presente de dia das
crianças que eu poderia ganhar. Aliás, o melhor presente que eu poderia
ganhar em toda a minha vida.

E então a festa terminou. Antes de partir, ouvimos o mais novo *haiku* (que
ele compunha aquela noite) do deus do sol:

*“O deus do sol vem desejar.*

*Feliz dia das crianças.*

*Eu sou terrível.”*

Percy Jackson Brasil

 

8 comentários

Paula
27 de outubro de 2009 às 19:09

Essa Paula da história sou eu, Gilson é um dos meus melhores amigos na sala de aula e foi ele que me apresentou Percy Jackson!!
Valeu por me pôr na história, Gilson!!
[É sério]

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Elis Félix
2 de novembro de 2009 às 16:17

Muito bom, eu só não entendo o começo e o fim. Mas, fora isso, é ótima a história.

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Maah
28 de agosto de 2010 às 18:12

Geente , mto legaal , mais na minha opinião taah mto incompleto , sem vida , acho que poderia haver alguma aventura, o menor o possivel ,porem impolgante .

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Carol
24 de setembro de 2010 às 01:36

Gostei,ficou bem legal!

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vitória
12 de dezembro de 2010 às 16:57

eu até gostei,mas,não me levem à mal,eu achei encompleta,mas o resto tá ótima,meus parabéns meio-sangue!

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sofia
17 de março de 2011 às 13:25

ah, eu até gostei, mas ñ entendi mt bem o fim…
mas voc é mt criativo, parabeens *O*

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Maáh
7 de julho de 2011 às 00:45

Adorei a história mas você se esqueceu de um pequeno detalhe Artemis é um donzela portanto sem filhos de resto está muito bom!
Parabéns meio-sangue!

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lulyh
9 de julho de 2011 às 23:18

Cara, a Maáh tirou as palavras da minha boca, ficou mt bom, mas Ártemis é uma donzela (jurou virgindade eterna – e isso fala no livra A MALDIÇÃO DO TITÃ, e até mostra as caçadoras ocupando o seu chalé) então é meio difícil alugum campista dizer : “Tio Apolo?”

mas fora isso tá mt bom !!

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