Urano
Por Thiago Vargas
Urano (Grego antigo: Ουρανός. Transliteração: Ouranos. Significado: céu, firmamento. Latim: Uranus) era um deus grego que personificava o céu. Foi gerado espontaneamente por Gaia (a Terra) – outros dizem que ele é filho de Nix ou Éter e Hemera – e com ela se casou. Ambos foram ancestrais da maioria dos deuses gregos, mas nenhum culto dirigido diretamente a Urano sobreviveu até a época clássica, e o deus não aparece entre os temas comuns da cerâmica grega antiga. Não obstante, a Terra, o Céu e Estige podiam unir-se em uma solene invocação na épica homérica.
Urano teve vários filhos e irmãs. Odiava seus filhos e por isso mantinha todos presos no interior de Gaia e os mais novos no tártaro. Esta então instigou seus filhos a se revoltarem contra o pai. Cronos, o mais jovem, assumiu a liderança da luta contra Urano e, usando uma foice oferecida por Gaia, castrou seu pai e jogou seus testículos ao mar. Formou-se uma espuma, da qual brotou Afrodite, a deusa do amor. Outros dizem que a foice ensangüentada foi enterrada na terra e daí nasceu a fabulosa tribo dos Feácios. Do sangue de Urano que caiu sobre Gaia, nasceram os Gigantes, as Erínias e as Melíades. Urano e Gaia, assim, profetizaram que Cronos, estava destinado a ser derrotado por seu próprio filho, o que de fato aconteceu.
Seu equivalente na mitologia romana é Caelus ou Coelus – do qual provém caelum (coelum), a palavra latina para céu.
Seu nome também é do Planeta Urano. Este nome foi escolhido por causa da sequência dos planetas: Marte (Ares) filho de Júpiter, Júpiter (Zeus) filho de Saturno, Saturno (Cronos), e este, filho de Urano.
Seus filhos são os ciclopes (Brontes, Steropes e Arges), os Hecatônquiros (Briareu, Cottus e Gyes), os titãs (Céos, Crio, Cronos, Oceano, Hipérion, Jápeto, Mnemosine, Febe, Reia, Tétis, Téia e Têmis), Erinyes – fúrias para os romanos – (Alecto, Megera e Tisífone) e os gigantes (Alcioneu, Athos, Clytias, Enceladus e Echion), além de Afrodite, Erínias e as Melíades, já ditas acima.
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