Eros e Psique | Percy Jackson BR

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Eros e Psique

Nanda | sábado, 31.07.10, às 16:57

Eros é o deus do amor, filho de Afrodite. Afrodite se queixava que seu filho era sempre uma criança, e Métis, a deusa da prudência, disse que o motivo era a solidão de Eros, e ele haveria de crescer se tivesse um irmão. Nasceu então Anteros, o deus da ordem, e Eros começou a se desenvolver.

Psique, ou Psiquê, era uma princesa e tinha duas irmãs mais velhas, já casadas. Embora Psique tivesse uma beleza extraordinária, que era venerada por todos, nunca havia recebido nenhum pedido de casamento. Isso acontecia porque os humanos começaram a venerar Psique no lugar de Afrodite, o que despertou a ira da deusa. A falta de pretendentes era um “efeito colateral” dessa ira.

Afrodite, furiosa, mandou seu filho Eros castigar Psique, fazendo-a se apaixonar por algum ser baixo e monstruoso. Ao ser ferida pela flecha enquanto dormia, Psique acordou de repente, fazendo Eros – invisível no momento – se atrapalhar com as outras flechas e ferir a si mesmo.

Os pais de Psique, preocupados, consultaram o oráculo de Apolo, e obtiveram a seguinte resposta:

- A virgem não se destina a ser esposa de um amante mortal. Seu futuro marido a espera no alto da montanha. É um monstro a quem nem os deuses nem os homens podem resistir.

O rei e a rainha ficaram desolados com a predição, mas Psique disse que, se aquele era mesmo seu destino, ela deveria aceitá-lo, e pediu que a levassem até a montanha. Depois que seus pais e irmãs a deixaram ali, tremendo de medo e com lágrimas nos olhos, o vento Zéfiro levou-a para um vale florido no topo da montanha, onde Psique se deitou e dormiu. Ao acordar, avistou um bosque e, logo atrás, um palácio tão magnífico que só poderia ser a morada de algum deus. Admirada, Psique entrou no palácio, que era ainda mais majestoso e rico por dentro. Lá, uma voz sem corpo a avisou que tudo aquilo a pertencia, e que, enquanto vivesse lá, seria servida por criados invisíveis. E assim foi, durante um tempo.

Psique ainda não vira o marido que estava destinada, pois ele vinha para o palácio à noite e saía antes do amanhecer, e não permitia que ela o visse. Suas irmãs, com quem ela havia se encontrado depois de insistir e se queixar de solidão, a encheram de desconfianças sobre ele. Contaram que os habitantes do vale diziam que Pisque estava casada com uma serpente terrível, que a alimentava cada vez mais para devorá-la depois. Então, impressionada, ela pegou uma lâmpada e uma faca, determinada a matar o “monstro” enquanto ele dormia. Mas, ao ver que seu marido era um deus encantador, Psique deixou uma gota de óleo quente da lâmpada cair no ombro do deus, que abriu os olhos assustado e voou pela janela. Psique tentou segui-lo, mas acabou caindo da janela. Eros então disse que iria castigá-la por preferir os conselhos das irmãs aos dele deixando-a para sempre, e continuou seu vôo.  Ao olhar em volta, ela percebe que o palácio havia desaparecido, e vai à aldeia contar para as irmãs o que aconteceu, que acreditam que, agora que Psique está abandonada, Eros irá desposar uma delas. Sozinhas, chamam o vento Zéfiro e se jogam do precipício, mas não são carregadas por ele.

Vagando pelo mundo, sozinha e sem se alimentar, Psique acaba achando um tempo de Deméter. A deusa a aconselha a procurar Afrodite e pedir perdão. Afrodite, mantendo Eros sob seus cuidados, impõe à Psique quatro tarefas, esperando que ela nunca as realize:

  • OS GRÃOS: A princesa foi colocada num quarto onde uma montanha de grãos de diversos tipos tinham sido misturados. Psique devia separá-los, conforme cada espécie, no espaço de uma noite. A jovem começou a trabalhar, mas mal fizera alguns montículos, e adormece extenuada. Durante seu sono, surgem milhares de formigas que, grão a grão, os separa do monte e os reúne consoante sua categoria. Ao acordar, Psiquê constata que a tarefa fora cumprida dentro do prazo.
  • A LÃ DE OURO: Afrodite pede, então, que a moça lhe trouxesse a lã de ouro que uns carneiros produziam. Após longa jornada, Psique encontra os ferozes animais, que não deixavam que deles se aproximassem. Uma voz surge de juncos num rio, e lhe aconselha: ela deve procurar um espinheiro, junto a onde os carneiros vão beber, e nas pontas dos espículos recolher toda a lã que ficara presa. Cumprindo o ditame, Psiquê realiza a tarefa, enfurecendo a deusa.
  • ÁGUA DA NASCENTE: Afrodite então lhe pede um pouco da pura água da nascente do Rio Estige. Mas a nova tarefa logo revela-se impossível: o Estige nascia duma alta montanha, tão íngreme que era impossível escalar. Levando um frasco numa das mãos, a princesa queda-se ante a escarpa que erguia-se à sua frente quando as águias de Zeus surgem, tomando-lhe o frasco, voam com ela até o alto, enchendo-o. O trabalho, mais uma vez, foi realizado.
  • BELEZA DE PERSÉFONE: Afrodite percebeu que teria de usar de meios mais poderosos. Inventando que tinha perdido um pouco de sua beleza por cuidar do ferimento de Eros, pede a Psique que, no Reino dos Mortos, pedisse à sua rainha Perséfone um pouco de sua beleza. A deusa estava certa de que ela não voltaria viva. Mais uma vez, Afrodite se engana. Psique convence Perséfone a encher uma caixa com sua beleza para Afrodite. Psique está indo de volta à Afrodite, quando pensa que sua beleza havia se desgastado depois de tantos trabalhos, não resiste e resolve abrir a caixa. Cai em sono profundo, Eros já curado de sua queimadura vai ao socorro de sua amada, põe de volta o conteúdo para a caixa, desperta Psique e ordena-lhe que entregue a caixa à mãe dele.

(Outra versão diz que Psique executou apenas três trabalhos – todos listados acima, menos o trabalho da água da nascente.)

Eros então voa até o reino de Zeus, suplicando-o que conseguisse a concordância de Afrodite. Após empenhar-se na causa, Zeus consegue realizar a suplica, e torna Psique imortal. Assim, Psique e Eros ficaram finalmente unidos, e mais tarde, tiveram uma filha, cujo nome foi Prazer.

Essa história apareceu pela primeira vez em um poema de Apuleio, um escritor do século II – o que indica que a lenda é uma das mais recentes.

FONTES: Eros – Wikipedia

Psique – Wikipedia

BULFINCH, Thomas: “O Livro de Ouro da Mitologia”

 

7 comentários

eu
2 de setembro de 2010 às 11:45

legal mas nao tem nada a ve com pj

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Thalia
24 de setembro de 2010 às 16:58

Essa historia e romantica e estranha ao mesmo tempo!
Tipo a parte romantica e :eros voa ate o reino de zeus implorando a concordancia de psique e blablblablabla zeus consegue realizar a suplica e torna psique imortal…
e a parte estranha e
e tiveram uma filha cujo o nome e prazer
mas do mesmo jeito a historia e linda

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Matt
26 de fevereiro de 2011 às 21:31

Concordo com o “Eu”, nao tem mesmo nd a ver com Percy Jackson. pelo menos no livro nao, e no filme a te a parte q eu li tbm nao

e q nome mais feio pra se botar numa pessoa: Prazer. coitada da filha deles dois, essa palavra nao combina pra ser nome de gente.

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mateus
7 de abril de 2011 às 20:45

olha eu concordo: isso ai tem nada a ver com percy jackson!
@Matt: tecnicamente a filha deles nao eh “gente” e sim uma deusa, já que seus pais tbm eram. mas concordo com vc: nome esquisito esse.

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Daniela
3 de julho de 2011 às 16:48

Gente entenda,estão falando sobre Mitologia grega esse e o assunto não sobre a Série,ah história e linda e o nome da filha deles e Hedonê (que significa prazer) a deusa do Prazer,o nome pode ser estranho mais e a mitologia tem esse nomes por quê e da Antiga Grecia ._.,além disso esqueceram de coloca lá em cima que Psiquê virou a personificação da alma,Ah História e linda *O*

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Carlos Rodrigues
28 de outubro de 2011 às 23:07

Afrodite é muito má!Parece Perséfone!!!

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LuhGrace
29 de novembro de 2011 às 16:13

Essa história é linda!!!!!! Uma das minhas favoritas!!! E isso é mitologia grega, não PJ, pessoas anônimas!

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