O Mundo dos Mortos
Na série “Percy Jackson e Os Olimpianos”, o mundo dos mortos é cenário de algumas das mais marcantes cenas e é um lugar de tristeza, terror e dor, habitado pelas sombras dos que já morreram.
Conforme dito no texto sobre Hades, o reino dos mortos recebia o mesmo nome de seu deus ou era chamado de Érebo (a quem os titãs pediram ajuda após perdem a titanomaquia e quem também foi jogado no Tártaro). Era um lugar sombrio e sinistro, franqueado por um portão monumental. Os mitos mais antigos nos fornecem poucos detalhes, mas as versões mais tardias são ricas em pormenores.
Era primitivamente localizado no extremo ocidente, além do rio Oceano ou diretamente abaixo da superfície. Esse último conceito veio a moldar, séculos mais tarde, a idéia de “inferno” das religiões européias e asiáticas. Também sua entrada era controversa, alguns situando-a em algum ponto sombrio e assustador, tal como em Cumas, mas o certo é que uma das passagens estava sempre aberta de modo a permitir a entrada, sem retrocesso. Independentemente de onde esta fosse, os mortos poderiam confiar que Hermes lhes mostraria o caminho.
A entrada era separada do interior por vários rios, de águas turbulentas, dos quais o mais famoso era o Estige (rio da imortalidade), tão fiável que os próprios deuses o evocavam como testemunha dos juramentos (conforme podemos ver nos livros do Percy Jackson). Outros rios eram o Aqueronte (rio da eterna aflição), Lete (o rio do esquecimento), Flegetonte (rio de fogo), Cócito (rio do pranto e lamento), e Erídano. Entretanto, as descrições do reino dos mortos não são muito apuradas, posto que os que entram estão, em sua maioria, mortos e os poucos vivos que entraram têm de prometer nunca contar aos vivos o que viram nos domínios de Hades.
Quando alguém morria, era levado pelo deus Hermes até o Hades, onde atravessava o rio Aqueronte (alguns textos dizem que era o Estige) em uma barca, conduzida pelo severo Caronte. Como pagamento, o barqueiro recebia um óbolo (danake), a moeda de menor valor, que os parentes colocavam na boca do falecido, embaixo de sua língua. Se a alma não pudesse pagar, ficaria às margens do rio por toda a eternidade, os gregos temendo que por estas pudessem ser atormentados. Caronte tinha ordens severas de não levar nenhum vivo em sua barca, mas alguns heróis espertamente o conseguiram enganar.
O morto atravessava, então, os portões monumentais, eternamente guardados por Cérbero, o cão de três cabeças e cauda de serpente companheiro do deus dos mortos. O feroz guardião permitia a entrada de todos, porém não deixava ninguém sair.
A primeira área são os Campos de Asfodelos, em que os espíritos de heróis são cercados por sombras de outros mortos que os circundam como morcegos. Apenas o sacrifício com sangue de algum vivo pode dar a eles brevemente de volta a sensação de vida humana. É uma região de nevoeiros e de árvores assustadoras. Aqui está a Planície dos Narcisos e os campos verdes do Érebo; em algumas versões, aqui está o Rio Lete. Aqui estão os mortos menos afortunados, que não eram nem bons nem maus, não sofrendo tormentos especiais que não a tristeza.
Em seguida, o morto passa por dois lagos: um do esquecimento e outra da memória. O primeiro é do rio Lete, onde os mortos bebem de suas águas para se esquecerem de suas vidas terrenas; a segunda é de Mnemôsine, onde bebiam os inciados nos Mistérios.
Finalmente, o defunto enfrentava a sentença dos severos e justíssimos juízes dos mortos — Minos, Radamante e Éaco. Estes juízes não eram deuses, mas sim mortos que, por sua forte personalidade e senso de justiça se tornaram juízes. Mino tinha o voto decisivo e era quem julgava os gregos, Radamanto julgava as almas asiáticas e Éaco julgava as européias. Hades não participava das decisões, participando apenas de casos especiais; era, no máximo, mero espectador das decisões tomadas. Segundo seus méritos, o morto era conduzido aos aprazíveis Campos Elíseos, retornava aos Campos de Asfodelos ou era enviado aos tormentos eternos – o Tártaro.
O Tártaro é semelhante ao inferno da mitologia cristã, para onde vão as almas malignas. Em outra versão, Tártaro é exclusivamente onde estão aprisionados os titãs, vigiados pelos três Hecatônquiros: Coto, Briareu e Giges. Aqui as almas era torturadas por Hécate, as Harpias (Aelo, Ocípite e Celeno), as Górgonas (Medusa, Esteno, e Euríale), as Erínias (as deusas da vingança Tisífone, Megaira e Alecto, que também atormentavam os vivos) e as Queres (as deusas da morte violenta, sendo algumas Híbride, Limos e Poinê). As tradições divergem quanto a estas últimas, que por vezes trabalham com Tânatos e por outras, com Ares. No Tártaro, tão profundo que distava da Terra o mesmo que esta do céu, correriam os rios Cócito (das lamentações), Flegetonte (do fogo) e Erídano.
Os Campos Elíseos, as “ilhas dos bem-aventurados”, são retratados como um prado aprazível e de grande beleza para onde são mandadas as almas dos heróis, santos, poetas e etc. Era o paraíso, de onde se gerou a idéia de “céu” das religiões cristãs e islâmicas atuais. Aqui brilhava o sol e havia cascatas de vinho, mas, independentemente de quanto se bebesse, ninguém ficava embriagado. Correria pelos Campos o rio Estige (da imortalidade), que aparece em várias lendas por dar a quem nele se banhasse e suportasse as dores provocadas por ele a imortalidade, e o rio Lete, em cujo vale ficavam as almas dos que iam voltar a Terra esperando por um corpo, no momento devido.
Segundo algumas versões, seus habitantes ficavam aqui 1000 anos até apagar-se tudo de terreno neles, depois disto esqueciam toda a sua vida (provavelmente bebendo do rio Lete) e reencarnavam ou realizavam metempsicose – reencarnar em animais. Os mortos dos Campos Elíseos podem voltar à Terra, mas, como sua nova vida é tão boa, raramente o fazem, mesmo que por pouco tempo.
Hades moraria num palácio nos Campos Elíseos com sua esposa Perséfone, circundado por um bosque de álamos e salgueiros estéreis. O solo era recoberto de “asfódelo”, planta das ruínas e dos cemitérios. Em algumas versões, o palácio de Hades ficava junto ao tribunal de julgamento.
Nesta área, Hades também era ajudado por dois deuses: Tânatos, o deus da morte, e Hipnos, o deus do sono. Certas versões obsoletas colocam o juiz Radamanto como cuidando dos campos elísios, e um de seus servos seria Cronos, anteriormente o líder dos titãs, um deus maligno e cruel; mesmo assim, Cronos nunca incomodou ninguém no paraíso.
FONTES: Grécia Antiga
11 comentários
2 de janeiro de 2011 às 11:10
doidera mano
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10 de janeiro de 2011 às 20:29
como o PERCY sumiu?
preciso desse livro agora!!!!!!!
acho q o JASON é filho de ZEUS… e vcs?
18 de janeiro de 2011 às 15:37
num sei não !!!
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24 de fevereiro de 2011 às 10:25
acho q ele pod ser um filho de um titã, q ficou paralizado no tempo tipo o nico e a bianca
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7 de abril de 2011 às 21:19
@any: eu baixei o livro traduzido na internet e li tudo. O negócio é o seguinte: o Jason é filho de Zeus, só que ele foi gerado quando Zeus estava na sua forma romana(Júpiter)sendo ele um meio-sangue mais forte que o normal. Ah, a proposito o Jason eh irmao de Thalia(tem o mesmo pai e a mesma mãe).
Se eu contar a historia pra vc num vai ter graça, entao baixe o livro traduzido na internet(como eu) ou espere a traduçao em portugues( q vai lança em junho desse ano). Mas eu posso dizer q o percy desapareceu do msm jeito q jason, aparecendo em um lugar estranho sem saber quem é. Até mais, fui.
8 de abril de 2011 às 22:50
ah, e o percy não aparece na história, apenas é comentado.
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6 de setembro de 2011 às 17:32
buaaah eu quero o livro!!!!!!!!!!!!
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16 de março de 2012 às 10:52
@any: Não Percy e filho de Poseidon …
Ele e meio irmão de Percy.
16 de março de 2012 às 10:53
Ops , TYSON e filho de Poseidoon e meio irmão de Percy …
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