Mnemosine
Por Thiago Vargas e Stéphanie Weiss
Mnemosine ou Mnemósine (Mνημοσύνη) era uma das Titânides, filha de Urano e Gaia e a deusa que personificava a Memória. Em comemoração à vitória dos deuses na Titanomaquia, Zeus a possuiu durante 9 noites consecutivas, de onde nasceram as Nove Musas: Calíope (Poesia Épica), Clio (Historia), Érato (Poesia Romântica), Euterpe (Música), Melpômene (Tragédia), Polímnia (Hinos), Terpsícore (Dança), Tália (Comédia), e Urânia (Astronomia).
Era aquela que preservava do esquecimento. Seria a divindade da enumeração vivificadora frente aos perigos da infinitude, frente aos perigos do esquecimento que, na cosmogonia grega, aparece como o Lete, um rio a cruzar a morada dos mortos (o de “letal” esquecimento), o Tártaro, e de onde “as almas bebiam sua água quando estavam prestes a reencarnarem-se, e, por isso, esqueciam sua existência anterior”.
Ela é omnisciente: segundo Hesíodo (Teogonia, 32, 38), ela sabe “tudo aquilo que foi, tudo aquilo que é, tudo aquilo que será.” Quando possuído pelas Musas, o poeta inspira-se diretamente na ciência de Mnemósine, isto é, no seu conhecimento das “origens”, dos “primórdios”, das genealogias, possuído de delírio divino que toma o poeta e o transforma no intérprete de Mnemósine, daquela que tudo sabe.
FONTES: Tripolov









